24.02.26
Eu queria escrever em um blog, quer dizer ainda quero. Mas ai a surge a duvida: eu deveria me apresentar?
É de bom tom iniciar um primeiro post no blog falando de si mesma, necessariamente?
Como eu me apresentaria?
E se eu só ignorar essa regra de etiqueta e fingir que todo mundo ja sabe quem eu sou? Ou que nao se importam muito (o que deve ser a verdade no final das contas)?
Bem, e como isso aqui tem a ver com viagens queria começar falando sobre o que elas remetem à mim, ao mesmo tempo nao quero parecer superficial ao me referir á deslocamentos geograficos. Como explicar que as viagens muitas vezes são para dentro?
Neste momento, talvez eu não entenda exatamente qual caminho esteja atravessando, mas tenho plena certeza de que ficará translúcido em algum tempo. Quando, não sei. Nao se pode prever tal coisa.
Tipo quando eu decidi raspar minha cabeça, o que pode ter parecido doideira para muita gente, ou simplesmete nada, porque afinal, ninguem se importa.
Mas para mim parecia o certo. E enquanto eu me achava feia diante do espelho e só queria que aquele cotoco crescesse logo, eu passei a máquina outra e outra e mais uma vez.
Cheguei na raiz, eu ainda não sabia, e isso se fez claro para mim recentemente.
Me achando estranhamente bela, entendi onde estava a beleza.
Mas não sei se você que lê entende, sem querer de forma alguma menosprezar sua capacidade. É que tem aquele papo de que cada ser é um universo.
E também aquele de que nenhuma experiencia é individual.
Por isso continuo escrevendo.
As vezes me remeto a lugares como pessoas na minha vida. Há aquelas que quero sempre estar por perto, para a qual digo sim execessivas vezes, mas não enjoo. Como uma amizade ancestral: Ilha grande
Aquela que ja me fez ter reflexões profundas, me emociona e encanta até a raiz do cabelo que não tenho e que sinto saudades de visitar recorrentemente, mas com atençao, tamanha potencia e energia que recebo: Chapada Diamantina
E há os que sugam minha energia, sinto um cansaço depois de interagir, não é que sejam terríveis, sua complexidade apenas me atravessa sem pedir licença, a combinação que ainda não decifrei de angustia com exuberancia hipnotizante.
Como pode existir tanta água no deserto mais árido do mundo? Atacama
A essa altura quem ainda me lê deve estar me achando lelé da cuca, mas ninguem se importa.
Então, se você realmente não se importar, seguirei compartilhando uns rolês que tenho dado por ai, quer dizer, aqui. Por esse planeta Terra que vivemos.
Mas também seguirei viajando nesse mundinho particular.


